terça-feira, 13 de abril de 2010

Laboratório para criação do primeiro quadro



Relação das Vizinhas com a Mãe e a Mendiga (Morte)


Desabafo da Mãe diante do túmulo do filho.


Encontra da Mãe com o espectro do filho já morto.

Luta de Leonardo e do Noivo

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Laboratório para ritual de abertura do espetáculo

Laboratório para abertura do espetáculo, onde um ritual de passagem era estabelecido entre a morte e os outros personagens. Uma linha da vida ligava cada um deles e cabia a morte a condução desse emaranhado de linhas (Vidas).

domingo, 11 de abril de 2010

Yoga + Forças dos Elementos da Natureza






Treinamento de Yoga em cima dos elementos da natureza, água, terra, fogo e ar.

Ritual da linha da vida






Meada, meada,

Que queres fazer?

Amante sem fala.

Noivo carmesim.

Na margem calada

Caídos eu vi.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Composição Coro de vizinhas de "Bodas de Sangue"


Trabalho com as atrizes na composição do coro de vizinhas, elas servem de contraponto para o personagem da mãe. A elas cabe a missão de comentar os fatos ocorrido no texto de "Bodas de Sangue".

Vizinha 1 – Todo dia ela vem aqui visitar seus mortos.

Vizinha 3 – As coisas acontecem.

Vizinha 2 – Há dias trouxeram seu filho morto.

Vizinha 4 – Pobre mulher.

Vizinhas – Pobre mulher.

Vizinha 3 Primeiro o marido com quem foi casada por poucos anos, depois o filho mais velho e agora...

Vizinha 1 – Isso é terrível, pois um filho vale muito.

Vizinhas – Vale muito

Vizinha 2 – Quieta, não deixem que ela nos ouça.

Estudo de composição do personagem da Mãe de "Bodas de Sangue"


Auricéia Fraga, em alguns momentos de emoção durante os laboratórios enquanto trabalhava a composição do personagem da mãe do texto "Bodas de sangue".

“Mãe – É tão terrível ver o próprio sangue derramado pelo chão. Uma fonte que escorre num minuto e que para nós custou anos. Quando fui ver meu filho, ele estava caído. Molhei as mão de sangue e as lambi. Porque era meu sangue. Ninguém sabe o que é isso. Eu guardaria a terra nele encharcada numa custódia de cristal e topázios.”

Estudo de composição para o personagem Mendiga/Morte

Observações anotadas por Ana Maria Ramos para composição do personagem da Mendiga/Morte

- Ao mesmo tempo que aparenta uma certa humildade da Mendiga, a personagem tem uma força indomável, tem algo de mistério, pois é a MORTE.

- Tem algo de bruxaria,ritualístico no modo de mover os braços, o corpo.

- Voz um pouco aguda, meio estridente(ainda em estudo e experimentando).

“Mendiga - Ilumine o colete e afaste os botões, que depois as navalhas já sabem o caminho”.

Treinamento Corporal





Ana Maria Ramos com exercícios de Yioga antes de comerçar os laboratórios

Preparação de Vocal



Adriana Millet na preparação vocal dos atores

quarta-feira, 24 de março de 2010

Experimentos com o texto Yerma





Nessa primeira semana de experimentos psicofísicos, iniciamos com exercícios em cima do texto de Yerma, e sobretudo tendo como base os sentimentos contidos nos personagens de João e Yerma.

Proposta Técnica | Segunda Parte


Nessa segunda fase do processo serão iniciadas as experimentações práticas: levar as investigações de espaço/ tempo, construção da personagem, corpo no tempo e no espaço, a voz, o olhar, as mãos, o dito e o não dito, o ouvir, compreender para responder, serão as nossas questões.

Pretendemos que toda a encenação seja construída a partir da exploração das potencialidades do ator, e do seu trafegar no espaço poético. Encontrar no texto e na ação dramática os locais precisos nos quais estão localizados os nichos do movimento e da palavra, da emoção física e ou psicológica. Apostamos nesse trabalho de criação conjunta como o fluxo a partir do qual o ator vai descobrir aonde está o tempo e aonde está o espaço, onde e como se faz nascer a poesia teatral.

terça-feira, 23 de março de 2010

Proposta Técnica | Primeira Fase






Nossa referência maior, para o encaminhamento técnico, através do qual daremos corpo a esse estudo, é a construção de uma escritura cênica atrelada a um processo de criação colaborativo, segundo o qual o trabalho em equipe é o foco criativo da encenação, procedimento que já há algum tempo vem tomando corpo como tendência no teatro contemporâneo. No Brasil podemos citar como exemplo o trabalho desenvolvido pela “Companhia dos Atores”, pela “Cia. Livre”, pelo CPT, pelo “Teatro da Vertigem” entre tantos outros grupos. Em meio às muitas qualidades que podem ser observadas nesse este tipo de processo, ressaltamos o fato de que ele agrega as pessoas e os seus valores ao conjunto da criação. Cada membro participa da pesquisa e a partir da sua área contribui com a construção do todo.

Partindo desse conceito, iniciamos o processo de encenação focado, num primeiro instante, na análise dos textos, “Bodas de Sangue, A Casa de Bernarda Alba e Yerma”, e em seguida, como resultado das discussões geradas em torno dos texto e tendo como matriz central a presença do personagem da Mãe, a recriação dos mesmos em um novo texto cênico, “concebido” de forma colaborativa unindo todos os integrantes que formam o trabalho. Pretendemos com essa metodologia, potencializar uma poética autoral na escritura de um texto cênico sem deixar de lado a essência do texto dramático escrito por Garcia Lorca.